A ampliação do limite de crédito para estados e municípios, agora aumentando em R$ 2 bilhões, traz novas possibilidades para o financiamento de projetos. O Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária, decidiu elevar o teto das operações de crédito de R$ 28,625 bilhões para R$ 30,625 bilhões, possibilitando assim que esses entes federativos possam acessar mais recursos até o final do ano.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, essa ação visa aumentar a capacidade de estados e municípios em contrair empréstimos que servirão para financiar tanto projetos como outras despesas. A medida é válida tanto para operações com a garantia da União quanto para aquelas que não a possuem.
Como a medida funciona
Os limites estipulados pelo CMN determinam o quanto os estados e municípios podem tomar emprestado dentro das normas fiscais estabelecidas. O objetivo da nova configuração é criar mais espaço para a busca de financiamentos pelos governos locais, desde que eles cumpram com as obrigações legais e fiscais para a contratação dos empréstimos.
As modalidades de crédito podem ser divididas principalmente em:
- Empréstimos com garantia da União: onde o governo federal assume a responsabilidade caso o estado ou município não cumpra com o pagamento, facilitando o acesso ao crédito, mas sujeito a critérios necessários;
- Empréstimos sem garantia da União: neste caso, o estado ou município é quem arca diretamente com a obrigação frente ao credor, sem respaldo federal.
A resolução aprovada tem como objetivo aumentar os limites para ambas as modalidades de empréstimos.
Distribuição dos novos limites
A nova injeção de R$ 2 bilhões será distribuída da seguinte maneira:
- Operações com garantia da União: aumento de R$ 1,5 bilhão, passando de R$ 8,5 bilhões para R$ 10 bilhões;
- Operações sem garantia da União: aumento de R$ 500 milhões, de R$ 6,5 bilhões para R$ 7 bilhões.
Com isso, os limites totais para essas operações chegam a R$ 17 bilhões, enquanto os demais limites permanecem inalterados.
Origem dos recursos
A ampliação do crédito foi baseada em um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos estados envolvidos em programas de acompanhamento e ajuste fiscal.
O estudo revelou cerca de R$ 7,87 bilhões em espaços fiscais que não deverão ser utilizados até o final de 2026. Parte desse montante já havia sido liberada em resoluções anteriores do CMN, que somaram R$ 5 bilhões, deixando um saldo disponível de R$ 2,87 bilhões. A nova resolução destina mais R$ 2 bilhões desse total para os limites de crédito estaduais e municipais.
Limites inalterados
A resolução não modifica os valores reservados para outras modalidades de crédito e órgãos. Os limites continuam os seguintes:
- R$ 2,8 bilhões para o Novo PAC com garantia da União;
- R$ 2,2 bilhões para o Novo PAC sem garantia da União;
- R$ 8 bilhões para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos;
- R$ 625 milhões para órgãos e entidades da União.
O Novo PAC é um Programa de Aceleração do Crescimento que visa promover investimentos em infraestrutura e outras áreas estratégicas.
Impacto da nova medida
O aumento do limite de crédito possibilita que estados e municípios ampliem sua capacidade de contratação de financiamentos até 2026. Essa flexibilidade pode facilitar a captação de recursos necessários para investimentos e projetos públicos de acordo com as regras estipuladas para cada operação.
Importante notar que os R$ 2 bilhões adicionais não serão transferidos diretamente aos governos regionais, mas representam um incremento autorizado nos limites para operações de crédito. Cada ente ainda necessita realizar a contratação e atender a todas as exigências legais, fiscais e financeiras para acessar esses recursos.
A nova resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação.
Composição do CMN
O Conselho Monetário Nacional tem a responsabilidade de traçar diretrizes para a política monetária, creditícia e cambial do país. Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Fonte: Agência Brasil/EBC







