Um marco importante foi alcançado no Brasil: a taxa de desemprego no terceiro trimestre alcançou 5,2%, o que é considerado o mais baixo para esse período desde 2012. Este número representa uma queda em relação aos 5,4% registrados no segundo trimestre e também nos 5,6% do mesmo período do ano passado.
Esses dados foram obtidos através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que foi divulgada na última sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Redução da população desocupada
A quantidade de pessoas sem emprego, totalizando 5,6 milhões, registrou uma diminuição de 4% (equivalente a 234 mil indivíduos) em comparação ao trimestre de abril a junho, quando eram 5,9 milhões. Se considerarmos o mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,9%, resultando em 417 mil desempregados a menos.
Nível de ocupação em alta
A população ocupada, que chegou a 103,6 milhões de pessoas, representa o maior número registrado na série histórica. Essa cifra apresentou um aumento de 0,6% no trimestre, adicionando 581 mil novos empregos, e uma elevação de 1,2% em relação ao ano anterior, com mais 1,2 milhão de trabalhadores.
O índice de ocupação, que indica a proporção de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, atingiu um recorde de 59%. Foi observada uma elevação de 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e estabilidade frente ao mesmo período do ano passado.
Informalidade entre trabalhadores
De acordo com a pesquisa, a taxa de trabalhadores informais foi de 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões. Essa taxa apresentou leve aumento em relação aos 37,4% do trimestre anterior e aos 37,8% do mesmo período do ano passado.
Dados sobre rendimento
O rendimento real habitual, que se manteve em R$ 3.790, não apresentou alteração no trimestre, mas teve um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior, gerando um aumento de R$ 131. A massa de rendimento habitual, que totalizou R$ 387,5 bilhões, foi a maior já registrada, com uma alta de 1,5% no trimestre (acréscimo de R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
Fonte: Agência Brasil/EBC








