A crise de saúde pública provocada pelas mudanças climáticas é uma realidade, segundo Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16). O ministro enfatizou a urgência da adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar esses desafios globais.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 25% das fatalidades no mundo estão associadas de alguma forma às mudanças climáticas. Ele também destacou que o Reino Unido já apresenta a presença do mosquito Aedes aegypti, um vetor típico dos países tropicais, como o Brasil.
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Ele também observou que o aumento da temperatura média pode impulsionar a disseminação de mosquitos que transmitem dengue, especialmente nas regiões do Sul, como o Rio Grande do Sul, que anteriormente tinha poucos casos da doença. Isso, além do crescimento de doenças crônicas, incluindo cardiovasculares, causado por ondas de calor intensas.
Em resposta a perguntas sobre a preparação do ministério para situações climáticas adversas, como as inundações severas em Porto Alegre e em outras áreas do estado em 2024, Padilha afirmou que o país conseguiu melhorar sua capacidade de resposta desde essas ocorrências.
“Mas todo cuidado é pouco”, observou.
Ele ressaltou a necessidade de manter um estado de alerta e vigilância, não só no Sul, mas em todo o território nacional. Segundo previsões do ministério, os efeitos do El Niño podem ser mais acentuados no Brasil a partir de agora em 2026.
“Estamos diante de um El Niño bastante intenso, possivelmente o mais forte de toda a série histórica”, advertiu Nilton Pereira, secretário-executivo adjunto do ministério, mencionando que os impactos devem persistir pelo menos até março de 2027.
Fonte: Agência Brasil/EBC








