Um projeto inovador está reimaginando as obras de Chico Buarque, reunindo artistas de diversas gerações e estilos musicais para dar novas sonoridades a clássicos de sua carreira. A audição do projeto, denominado Chico 2.0, ocorreu na última quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A colaboração envolve a Central Única das Favelas (Cufa), a FRecords, a Tha House Company e a Universal Music Brasil, com produção musical assinada por Felipe Poeta e Alê Siqueira.
Músicas Revisitadas e Estilos Inovadores
Entre as canções que passaram por essa nova interpretação estão Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim, que agora incorporam ritmos de rap, trap, funk, R&B, samba, soul e a nova MPB.
Para Felipe Poeta, que lidera a direção musical do projeto, a ideia central foi estabelecer uma conexão entre a obra de Chico e a realidade da música urbana contemporânea. “Mesmo que as letras sejam de outras épocas, a relevância das histórias e temas abordados por Chico permanece forte”, revela Poeta.
A inclusão de novos artistas, abrangendo diferentes estilos e idades, foi um passo estratégico. “Queríamos inovar nos arranjos, respeitando a essência das harmonias e melodias que são a marca registrada de Chico. O objetivo é apresentar essas histórias a uma nova geração que se identifica com a música urbana”, acrescenta.
Uma das faixas mais esperadas desse álbum é O Que Será (À Flor da Terra), interpretada pelos rappers Vandal e Don L, que contam com a participação especial de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque.
Vandal expressou seu entusiasmo ao fazer parte deste projeto, enfatizando a importância de compartilhar um palco com grandes nomes da música brasileira: “É uma honra interpretar ao lado de Milton Nascimento e Chico, bem como colaborar com Don L, cuja carreira admiro muito. Essa conexão entre artistas do Nordeste é um presente para nosso povo”, destacou.
A diversidade de gerações e estilos é um dos principais aspectos que caracterizam este trabalho. O projeto também conta com a participação de Dexter, MC Livinho, Xênia França, entre outros.
A iniciativa de renovar a obra de Chico para públicos mais jovens é defendida por Celso Athayde, um dos idealizadores do projeto: “Dirigir artisticamente o Chico 2.0 envolve uma enorme responsabilidade. Os clássicos são herança da cultura popular, e queremos garantir que novos artistas e ouvintes ocupem esse espaço com qualidade e autenticidade”, declarou Athayde.
Para ele, este projeto simboliza a continuidade da rica tradição da música popular brasileira através de novas linguagens e talentos.
Fonte: Agência Brasil/EBC







