Atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção foi realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) nesta quarta-feira (28). Um total de 3.730 espécies foi revisado e classificado pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) com base no estado de conservação atual.
As plantas listadas variam entre árvores, arbustos e espécies herbáceas, distribuídas em quatro categorias que incluem:
- Vulnerável (VU);
- Em Perigo (EN);
- Criticamente em Perigo (CR);
- Criticamente em Perigo – Possivelmente Extinta (CR-PE).
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Entre as espécies vulneráveis, estão a castanha-do-pará (Bertholletia excelsa), que está na lista desde 1992, e o palmito-juçara (Euterpe edulis), ambos essenciais para a economia local.
A maioria das espécies, 2.162, é classificada como em perigo de extinção, incluindo a araucária (Araucaria angustifolia) e o jequitibá-rosa (Cariniana legalis). Das 728 espécies em estado crítico, o pau-brasil (Paubrasilia echinata) se destaca.
Adicionalmente, apenas duas plantas foram apontadas como possivelmente extintas: o Symplocos rizzinii, uma árvore da Mata Atlântica no Rio de Janeiro, e a Plinia rogersiana, parente da jabuticaba, que pode ser encontrada em São Paulo.
A atualização seguiu critérios rigorosos como tamanho, fragmentação e diminuição populacional, além de distribuição geográfica e ameaças existentes. Segundo a Portaria 43/2014 do MMA, essa lista deve passar por uma nova revisão em cinco anos.
A última atualização ocorreu em 7 de junho de 2022, quando 3.209 espécies estavam catalogadas.
Fonte: Agência Brasil/EBC








