A partir de hoje, 1º de outubro, os usuários do Pix por aproximação poderão se beneficiar de novas diretrizes. O Banco Central decidiu eliminar o limite anterior de R$ 500 por transação aplicado a esse método de pagamento. Com essa mudança, os consumidores têm a opção de solicitar ajustes nos limites que a instituição financeira determina, respeitando, claro, as regras de segurança de cada conta.
A regulamentação que trouxe essa alteração foi a Instrução Normativa nº 746, emitida pelo Banco Central em junho. Essa atualização inclui transações feitas com Código QR, chaves de acesso e operações geradas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance, um sistema que permite o compartilhamento de dados entre instituições financeiras.
Implicações Práticas
É importante notar que a eliminação do teto de R$ 500 não implica que qualquer valor possa ser automaticamente pago. Ainda será necessário que os limites estabelecidos para cada conta sejam respeitados.
As mudanças a partir de hoje são:
- O limite de R$ 500 foi abolido;
- Os clientes podem requisitar ajustes nos limites;
- Pagamentos podem ultrapassar R$ 500, contanto que respeitem os limites da conta;
- As instituições financeiras deverão fornecer ferramentas de gerenciamento através de seus aplicativos;
- As regras de segurança do sistema Pix permanecem.
Dessa forma, não será implantado um novo teto fixo em substituição ao anterior. Um cliente poderá realizar uma transação de R$ 600 ou mesmo R$ 1.000 se o limite de sua conta permitir.
Ajustes no Limite
Clientes poderão ajustar seus limites diretamente pelo aplicativo de seu banco. A funcionalidade deverá possibilitar que os usuários gerenciem os valores permitidos para transações desse tipo.
Embora o procedimento possa diferir de banco para banco, a sequência usual será:
- Acessar o aplicativo do banco;
- Encontrar as configurações do Pix;
- Selecionar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
- Solicitar aumento ou redução do limite;
- Completar os passos de autenticação exigidos.
A remoção do teto de R$ 500 não elimina os mecanismos de proteção contra transações suspeitas.
Funcionamento do Pix por Aproximação
Esse método de pagamento utiliza a tecnologia NFC, que possibilita a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem necessidade de inserção manual de informações.
Disponível desde fevereiro de 2025, os usuários podem utilizá-lo diretamente através do aplicativo de seus bancos ou por carteiras digitais que sejam compatíveis.
Para ativar a função:
- Abra a carteira digital no celular;
- Escolha a opção para vincular uma conta;
- O aplicativo do seu banco será acionado;
- Confirme a vinculação do Pix por aproximação.
Depois da configuração, o pagamento ocorre de maneira similar ao uso de um cartão registrado no celular.
Para efetuar um pagamento:
- Informe ao estabelecimento que você irá pagar via Pix;
- Verifique os dados e o valor cobrado;
- Aproxime o celular da máquina;
- Realize a autenticação necessária;
- Confirme a transação.
Conforme as configurações do banco e da carteira digital, pode haver necessidade de autenticação antes de concluir a transação.
Atenção a Possíveis Golpes
A possibilidade de pagamentos maiores por aproximação implica em uma maior vigilância por parte do usuário. Uma vez que o celular pode efetuar a operação sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco em algumas situações, é crucial verificar o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento.
Alguns cuidados recomendados incluem:
- Verificar o valor exibido na máquina e no celular;
- Confirmar a idoneidade do estabelecimento antes de aproximar o dispositivo;
- Manter o bloqueio de tela e as funcionalidades de autenticação ativas;
- Evitar entregar o celular desbloqueado a estranhos;
- Monitorar as notificações sobre transações realizadas;
- Revisar regularmente os limites configurados no aplicativo do banco.
Crescimento do Pix
Instituído pelo Banco Central em 2020, o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento no Brasil. No mês passado, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e contabilizou cerca de 8,11 bilhões de transações.
Contudo, o uso do Pix por aproximação ainda é limitado, tendo registrado apenas 2 milhões de transações em agosto, representando apenas 0,06% do total de operações desse mês.
Ainda que a adesão seja baixa, o volume de transações por aproximação apresenta um crescimento expressivo. Em janeiro, foram reportadas 1,06 milhão de operações nessa modalidade.
Fonte: Agência Brasil/EBC








