Revelações alarmantes surgem sobre ameaças direcionadas a ministros do STF. No dia 9 de outubro, o ministro Flávio Dino fez uma exposição de um relatório de segurança, apresentando uma série de mensagens na internet que contêm ameaças de morte e agressões aos membros da Suprema Corte.
Dino compartilhou imagens das mensagens, obtidas de um relatório elaborado pelo próprio STF, em sua conta verificada no Instagram.
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“Hoje, recebi partes de um relatório de Segurança do STF que evidencia milhares de mensagens com ameaças de morte e agressões diversas”, declarou o ministro.
Dentre as mensagens divulgadas, uma destaca que Dino será “o primeiro a ser fuzilado”, alegando que o ministro teria “proibido o acesso às armas”. Outra publicação sugere invadir o STF e fazer algo similar ao que ocorreu com Tiradentes.
Dino expressou que “o ódio manifestado nas mensagens é fruto da disseminação de mentiras, que têm como finalidade gerar violência”. Em sua postagem, o ministro reforçou que, ao discordar de decisões judiciais, é válido recorrer aos órgãos competentes, ressaltando que a morte de um juiz não deve ser considerada uma opção, nem discursos que incitem agressões.
Quanto às ameaças recebidas, o ministro afirmou que elas não interferem em sua função no STF. “Nada mudará a minha realização profissional; nunca tremei ao longo da minha carreira, nem minha voz vacilou”, declarou.
“Entretanto, fica a reflexão: se um juiz começar a temer decidir um caso devido ao risco de perseguições, o Poder Judiciário e a Constituição já não existiriam mais”, concluiu Dino.
As ameaças aos ministros do STF aumentaram desde 2019, afetando inclusive familiares dos mesmos. Naquele ano, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, iniciou uma investigação para apurar estas ameaças, conhecida como Inquérito das Fake News, que continua em andamento.
Fonte: Agência Brasil/EBC








