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Home - Brasil

Ministro Durigan busca intermediar diálogo entre Rio e bancos

Editor by Editor
19 ago 2026
in Brasil
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Na busca por soluções financeiras, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quarta-feira (19) que se propõe a intermediar as conversações entre o governo do Rio de Janeiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil. O objetivo é examinar a possibilidade de reestruturar as dívidas do estado com essas instituições.

Após participar de um almoço organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Durigan afirmou a jornalistas: “Estou aqui para ajudar na mediação. Se for viável, nós avançaremos com essa negociação.”

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Interação com autoridades estaduais

No dia anterior, Durigan manteve uma reunião de cerca de uma hora com o governador interino do Rio, Ricardo Couto, no Ministério da Fazenda, em Brasília. Durante o encontro, Couto enfatizou a necessidade de apoio da Fazenda para facilitar diálogos com os bancos federais, visando a renegociação das dívidas em condições mais favoráveis.

A questão das dívidas

Segundo Couto, o estado ocupa uma posição preocupante, acumulando em torno de R$ 26 bilhões em dívidas com o setor financeiro, e expressou a intenção de reescalonar esses débitos para amenizar os encargos de juros.

A proposta em discussão envolve substituir dívidas mais antigas, que foram contraídas em condições desfavoráveis, por novos financiamentos com condições melhores. Isso é possível, pois as dívidas atuais contam com a garantia da União, o que elimina a necessidade de uma nova garantia do Tesouro Nacional.

Em busca de avanços, Durigan mencionou a intenção de dialogar com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, e Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, para avaliar a disponibilidade das instituições para a negociação.

Programa de Pleno Pagamento de Dívidas

A discussão durante o encontro também abrangiu a situação financeira do estado no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Esse programa permite que estados refinanciem suas dívidas com a União ao longo de 360 meses, reduzindo os encargos financeiros, desde que cumpram certas contrapartidas.

O Rio de Janeiro aderiu ao Propag recentemente e abandonou o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), do qual fazia parte desde 2022. Com essa adesão, segundo o governo estadual, a dívida do estado com a União foi reduzida de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões.

Couto salientou que o objetivo do governo transcende a simples reorganização dos débitos, visando entregar para a próxima gestão um estado com contas equilibradas e resultados fiscais positivos.

Compromissos adicionais

Em troca das condições oferecidas pelo Propag, o estado comprometeu-se a reduzir sua dívida total com a União em 20%. Além disso, uma parte dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) ficará com o governo federal até 2048.

O acordo estipula também que o estado destine 1% do saldo devedor a áreas críticas como educação, infraestrutura e segurança.

De acordo com informações do governo federal, a União já desembolsou cerca de R$ 47 bilhões para quitar dívidas do estado que não foram saldadas desde 2016.

A questão da Refit

Após a reunião ocorrida na terça-feira, Couto não comentou se a situação da Refit, também conhecida como Refinaria de Manguinhos, fez parte das discussões com Durigan.

A Refit é mencionada pela Receita Federal como um dos maiores devedores contumazes do Brasil, acumulando dívidas tributárias superiores a R$ 26 bilhões e enfrentando investigações por suspeitas de sonegação fiscal e ocultação de bens.

A eventual reestruturação das dívidas do estado com os bancos ainda depende da análise de viabilidade financeira por parte do BNDES e do Banco do Brasil.

Fonte: Agência Brasil/EBC

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